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Paraty - Rio de Janeiro
Mesmo morando próximo à Paraty eu nunca havia feito uma única visita à cidade. Acredito que pelo fato de ser um destino bem próximo do Rio de Janeiro facilitava para eu sempre adiar a visita. É aquela velha máxima: se está próximo e de fácil acesso, a gente vai deixando para depois. Porém sempre tinha ouvido falar muito bem das suas belas praias, do centro histórico, de Trindade e suas cachoeiras.

Enfim, resolvi ver se tudo o que diziam era de verdade mesmo e parti para um fim de semana por lá. Saí do Rio de Janeiro por volta de 10 horas da manhã num ônibus da viação Costa Verde. O preço da passagem foi de R$ 63,00, e o ônibus bem confortável, com espaço suficiente para esticar as pernas. Isso é um detalhe de grande importância para quem tem 1,90 m como eu. Há uma empresa chamada Reunidas Paulistas que faz o trajeto até Paraty vindo de São Paulo. Nesse caso a passagem custa cerca de R$ 55, 00, apesar de ser um pouco mais distante, com 6 horas de duração.

A viagem a princípio é tranquila e a paisagem do lado de fora sempre bonita, mas depois de algumas horas começa a causar um pouco de desconforto, afinal são cerca de 4 horas e meia de trajeto. Mas logo quando fui me aproximando da entrada na cidade já percebi um clima diferente, meio pitoresco, preservando um pouco da cultura de lá.

Com um pequeno mapa em mãos e o endereço do hostel que havia feito a reserva por email, segui caminhando. A distância era curta, com uma caminhada de mais ou menos 20 minutos, mas como eu não conhecia nada, algumas pessoas foram me guiando por onde eu passava. Enfim, cheguei no Geko hostel. Um lugar simples, porém muito bacana para se estar, e tinha ainda o privilégio de ser em frente à praia do Pontal. Era só atravessar a rua e já estava lá. A diária custou R$ 35,00 numa cama em quarto misto para 6 pessoas.

Ali mesmo no check in conheci outro hóspedes e combinamos de ir ao centro histórico mais tarde. Mas antes encarei meu almoço-janta num pequeno bar na praia. Também era só atravessar a rua. Comida gostosa, onde tinha peixe grelhado, salada e outras guarnições como arroz, feijão e fritas. Valia bem o preço de R$ 16,00 que eu havia pago. Me senti incomodado apenas com as inúmeras abelhas que circundavam meu prato. Era um jogo duro ter que desviar de cada uma a cada garfada que eu tentava dar. Mas a missão foi cumprida. Abandonei apenas o refrigerante porque era o que elas mais queriam.

Quando anoiteceu fui com o pessoal do hostel para o centro histórico. Depois de uma caminhada muito longa de 3 minutos chegamos lá. Como era baixa temporada e o clima estava um pouco frio, não nos restou muito além de conhecer os casarões antigos, onde hoje são famosos por sediarem a Festa Literária Internacional de Paraty (FlIP), que geralmente acontece em julho. Voltamos de lá um tempo depois e optamos por curtir o quiosque do hostel, que ficava logo ali na praia. Eles oferecem um “drink de boas-vindas” que é uma caipirinha muito bem servida em copo grande. Não fiquei muito por ali porque pretendia acordar cedo para mergulhar. Fiz a reserva na recepção mesmo e dei uma chorada por um desconto. Acabei pagando 30 reais a menos e fechando por R$ 120,00.

Logo cedo fui no píer, que também era bem perto para ir caminhando, encontrar com o pessoal do barco. Me levaram de lancha até a embarcação e depois seguimos navegando por cerca de uma hora até o ponto de mergulho. Para minha felicidade o sol começava a aparecer, deixando a visibilidade da água excelente pra gente.

Além de mim estavam no barco dois casais, o capitão e o instrutor do mergulho. Como eu já tinha experiência, vesti logo o equipamento e fui pra água. Por ser somente um mergulhador conosco, casais tiveram que revezar para não afetar a segurança de ninguém. A água por sorte estava com uma visibilidade muito boa, e o dia enfim ensolarado. Ficamos por ali por quase 3 horas, e além do mergulho com cilindro tivemos tempo de praticar snorkel também. A volta foi mais relaxante do que a ida. Acho que o cansaço já começava a chegar, e aquele balanço nos ajudava a curtir o passeio.

Ao atracarmos fui direto na rodoviária para tentar um transporte até Trindade. Era um ônibus simples, típico de cidade interiorana, e custava R$ 3,00. A viagem até lá durou quase uma hora. Estava terminando o dia já, então tive tempo somente de almoçar na praia do Meio, onde um prato bem servido custou R$ 15,00. E sem abelhas de brinde. Depois, já quase escuro, caminhei até a praia do Cachadaço e consegui tirar algumas fotografias.

Para voltar a Paraty é bom ficar atento aos horários dos ônibus. O último é às 23:20 H. Mas se perde-lo não se preocupe. Trindade é muito bem servida de pequenas pousadas, hostels e campings. E todos tem preços muito em conta.

Já em Paraty fui buscar um lugar para jantar. A essa hora, por volta de 20 horas de um sábado, o centro histórico já estava bastante movimentado, com dezenas de turistas caminhando pelas belas vielas. Meu jantar foi ali mesmo, num restaurante chamado Hiltinho, onde eles servem comida local. Escolhi uma caldeirada de frutos do mar e não me arrependi. E o melhor: sem abelhas, mais uma vez.

Além dos restaurantes, há algumas opções de lazer noturno com música ao vivo, como a Paraty 33 e o Café Paraty, além de algumas choperias. Mas como já estava bem cansado, voltei ao hostel e curti por algumas horas o quiosque da praia. Dia seguinte bem cedo só deu tempo de arrumar a mochila e partir para rodoviária. A primeira vez foi muito boa, e com certeza voltarei mais vezes. Principalmente à Trindade para acampar e surfar.
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Cientista social e editor apaixonado por viagens, idiomas e todo o tipo de cultura. Já esteve em mais de 50 países, mas confessa que não sabe exatamente o número de cidades que já visitou. Acredita que a vida é muito curta para passarmos tempo demais em um só lugar, por isso está sempre transitando por aí.

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